segunda-feira, 24 de novembro de 2008



Aqui fica o convite para o lançamento do livro de contos "Bicicletas para Memórias e Invenções IV", no qual participo com o conto "Inverno na Alma". Será apresentado pelo poeta Pedro Sena-Lino, no dia 3 de Dezembro na Casa Fernando Pessoa às 19h15m.


Dia 13 de Dezembro de 2008
Local: Centro Cultural do Serpro - Lapa - RJ
Em Almoço de Confraternização promovido pela Associação dos Ex-alunos do Instituto Benjamin Constant, será feita a entrega dos 50 cd´s do Projeto À Luz da leitura como presente de final de ano aos Deficientes Visuais. Os cd's terão o formato de página da WEB, contendo na Home Page um texto alusivo ao Projeto, texto da Instituição, Relação dos Poetas/escritores participantes em forma de link (todo o conteúdo estará no próprio cd).
Ao clicar no nome de cada um dos Poetas/participantes, os usuários navegarão até a página do respectivo autor onde terão acesso aos Dados do Autor (com link para as respectivas páginas e/ou blog na internet), poemas falados e na forma de texto.
Poetas/escritores participantes:
1- Abigail
2- Alberto Pereira
3- Eliana Mora
4- Fabio Rocha
5- Graça Pires
6- Maria Carvalhosa
7- Mariana Botelho
8- Mercedes Lorenzo
9- Paulo de Carvalho
10- Pavitra
obs 1: O Projeto À Luz da leitura é SEM FINS LUCRATIVOS e NÃO INSTITUCIONAL.obs 2: O formato do projeto em cd foi desenvolvido por Paulo de Carvalho.

No endereço
http://psdecarvalho.multiply.com/calendar/item/10009

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Lançamento do livro "O Áspero Hálito do Amanhã"



A 6 de Dezembro às 18.30, será apresentado em Lisboa no auditório sito ao Nº 56 no Campo Grande, a obra poética "O Áspero Hálito do Amanhã" da minha autoria, com prefácio de Xavier Zarco.
Fica desde já o convite a todos os que queiram estar presentes e em particular aos que gostam de poesia.
Obra e autor serão apresentados pelo emérito poeta Firmino Mendes.
Para mais informações consultar http://ediumeditores.wordpress.com/ e abrir próximos lançamentos.
Até breve.

domingo, 12 de outubro de 2008

Mulheres



Cai a tarde,
do fundo da alma
descem corpos ruborizados de Primavera.
Fermentados de utopia
vagueiam na insónia da imaginação
e sentam-se na véspera do impossível.
Corpos algemados de ternura
que despejam sobre as rugas dos dias
poemas compilados de coragem.
Esbracejam de fantasia
como se todas as dores fossem infinitamente nada
e debruçadas sobre o desassossego
respiram o deslumbramento de cada instante.
São rostos de eternidade
aguardando no incógnito ventre dos sonhos
um beijo do desconhecido.
São,
corajosamente mulheres.

Alberto Pereira

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Loucura


Quero-te loucura,
és a abrupta harmonia na quietude do imperceptível,
orgasmo de silêncio a cintilar nos alvéolos do instante.
Porque me foges
quando na orla intemporal do teu cataclismo
há uma apoteose inesgotável de existência.

Vem loucura,
iça-me para a integridade vacilante da alucinação,
rouba-me a imutável tragédia do deslumbramento.
Exala-me de ânsia
para que possa naufragar
no imenso extravio da inquietação,
no fulgor translúcido do desconhecido.

Eu não quero mais andar vendado
por este caos decadente
que emerge no decalque original do vazio.

Deixa-me deambular
na indelével relutância do pressentimento,
desabar na irrequieta limpidez entre o nada e o nada.

Poema - Alberto Pereira

Video/Voz - Zélia Santos


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Adeus



Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava!
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os teus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os teus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...
já não se passa absolutamente nada.

E, no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
Não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.


Eugénio de Andrade

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bairro de lata



No fim de um estreito carreiro desembarca um mundo perdido.
Uma floresta de tábuas eriçadas que se espreguiçam na miséria, dão abrigo aos homens mudos de sonhos.
O horizonte merenda a arquitectura desordenada dos telhados de zinco que cobrem a madeira nua que treme de podridão. Em cima deles um sem número de inutilidades; pneus, tijolos e lixo reciclado pelas mentes que necessitam de guardar alguma coisa para enganar a desilusão.
Não se ouvem pássaros, apenas gritos e rumores das mulheres que dissecam cada pormenor da vida alheia. Estas não usam cremes, os seus cheiros são meteorológicos, pois o pouco dinheiro que lhes resta serve para saciar a fome à realidade.
As crianças correm, são “livres”, embora habituadas a sentir o álcool enfurecer as mãos dos pais sem razão plausível. Joga-se à bola, ao berlinde e às escondidas. Realizam-se os jogos olímpicos várias vezes por mês, com prémios de cortiça e taças feitas com garrafas de óleo, cabos de vassoura e pratas retiradas dos maços de tabaco já consumidos.
Os homens embriagam os dias de esquecimento, os filhos com a infância engarrafada lavam o futuro na revolta.
Aqui abrem-se as portas à memória, o tempo acende o sono dos sorrisos e a cada dia que passa nascem ilhas.

domingo, 31 de agosto de 2008

Concurso de Poesia 2008 "Ora vejamos"



Leíria - 23/08/2008

O meu agradecimento a todos os que tiveram presentes no almoço convívio onde foram entregues os prémios do Concurso de Poesia 2008 do "Ora vejamos".
Apaixonadas pela escrita reuniram-se serenamente, para mostrar que neste país com ou sem apoios, ainda existem pessoas com espírito altruísta (caso de Henrique Sousa e seus pares), que derrubam dificuldades, divulgam "Poetas", "Escritores" e outros que gostam de escrever, aos quais as editoras votadas a uma prespectiva meramente lucrativa, nem sequer ousam dar um minuto de atenção.

As palavras continuarão a ser a liberdade de um tempo estrangulado,
o grito audível dos que querem escrever com o coração.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Livro "Poemas Sem Fronteiras"




Olá a todos, já está à venda na net (http://www.lulu.com/content/3113719) o livro relativo ao Concurso de Poesia 2008 do site "Ora Vejamos", no qual participei.

Comprem e ajudem a divulgar a poesia que nasce fora dos circuitos editoriais habituais.

sábado, 16 de agosto de 2008

Eu sou assim


Já existi sem saber,
longe de mim.

Alberto Pereira